01/09/2017

Testemunho de um Técnico de Som sobre a Barbárie Tauromáquica - Espanha

Gente, é arrepiante o depoimento....
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Jose Sepúlveda, técnico de som do Canal Nou e que durante algum tempo trabalhou na transmissão de touradas decidiu relatar aquilo que viu e ouviu durante estas emissões. A imagem inserida no texto é apenas para ilustração do artigo.

”Sempre que trabalhei na parte sonora das transmissões frequentemente comentava que se em lugar da banda de música, dos aplausos, dos bravos, dos olés e etc o som fosse captado pelo Sennheiser 816 (microfone que capta a grande distância e com muita qualidade) perto da arena onde se escuta perfeitamente o som das bandarilhas a entrar na pele, os mugidos de dor do animal a cada tortura que é submetido e além disso se as pessoas acompanhassem os primeiros planos das feridas, dos coágulos tão grandes como a palma da mão, do sangue que jorra, do bater do coração ou o olhar do animal antes da estocada final 90% desligaria a televisão ao presenciar tamanha chacina ao ritmo de pasodoble.

Eu pessoalmente pedi para deixar de fazer esse tipo de trabalho, porque um dia em Castellón, tocou-me estar entre barreiras e fiquei muito incomodado ao escutar um touro depois do toureiro ter falhado por quatro vezes a estocada e tive que tirar os auscultadores e o animal agonizava, cuspia, afogava-se no seu sangue vindo morrer mesmo ao pé de mim apoiado na madeira e o seu olhar ensanguentado e com lágrimas, sim lágrimas, sejam ou não sejam de dor cruzou-se com o meu até que um inútil falhou duas vezes o descabelo e eu disse-lhe tudo e mais alguma coisa.

Foi aí que terminou o meu trabalho em praças de touros para toda a vida.
São sentimentos pessoais e o mais provável é que um amante da “fiesta” ache ridículo, mas para mim ridículo é quando depois de semelhante carnificina olhas para o público e vês que aplaude, come sandes sem qualquer preocupação não tendo visto nem ouvido o que eu testemunhei”.

Fonte: Prótouro

2 comentários:

  1. Quando conseguiremos por fim a esta bestialidade?Sim, porque os que encarnaram neste planeta e se denominam humanos sao próprios filhos da besta.

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  2. Na década de noventa um religioso costumava me criticar por eu me preocupar e "desperdiçar", dizia ele, meu tempo com os animais. Dizia: "você prefere a um animal do que a seu próprio semelhante"?
    Minha resposta sempre foi e será: "Meu semelhante sempre foi e será pessoas como eu que se preocupam com a vida de inocentes que não tem como pedir por justiça. Meu semelhante é aquele que respeita a natureza e não hipócritas que decoram palavras de livros religiosos. Meu semelhante é aquele que faz o bem sem amarras religiosas".
    Enfim, me chame de égua, vaca, cadela, galinha mas, não diga que sou semelhante de gente inescrupulosa.

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