21/05/2015

Trocando balas por dardos tranqüilizantes

Eu devo ser muito lerda mesmo!!!!! Quando nossa colaboradora Helô nos mandou esta matéria, eu li e reli quatro vezes porque não compreendia. Não sabia desta modalidade de caça que não é caça.... entendeu? então leia e releia.... Juro que meu queixo caiu.... fiquei impressionada com a habilidade humana de ser asqueroso quando se trata de expor seu lado patológico... sem contar a capacidade de criar formas de exploração animal.... Gzzzzuuiissss!!!!!!
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Em uma manhã fria no final de fevereiro, Chip Wagner perseguia um bongo Africano, um antílope em extinção com um casaco listrado impressionante. Mas Wagner não estava na África, estava em uma fazenda de lazer nas montanhas do Texas. E não estava usando seu arco de costume, mas
uma arma de dardos, que nunca tinha usado antes.

"O dardo é tão lento que é como como tentar acertar um animal com um sopro” diz Wagner, um empresário de Fort Worth que ofereçeu 23 mil dólares em um leilão on-line pela oportunidade de participar do primeiro "cace-e-solte" de um bongo no mundo.

Todos os rendimentos da caça serão dedicados à investigação e esforços de conservação na África, diz o organizador – o Fundo Bisbee de Conservação de Peixes e Vida Selvagem de Frisco, Texas. 
A caçada ocorreu em um parque de caçada exótica no país, Morani River Ranch, que é o lar de cerca de vinte bongos, bem como de cerca de 70 outros tipos de animais exóticos que podem ser caçados por taxas que variam de US $ 5.000 para uma zebra a US $ 12.000 para um gnu. 

Vestindo roupas camufladas Wagner, um guia e uma equipe de foto perseguiram os bongos por horas. A primeira vez que viu o bongo macho previamente selecionado ele errou o tiro. Foi abatê-lo à tarde, a uma distância de 44 mts. “Ele ainda correu por cinco minutos e depois caiu” contou Wagner. “Não havia nada combinado e foi uma caça difícil; animais selvagens são imprevisíveis”

Assim que o bongo ficou inconsciente, Wagner posou para fotos. Em seguida, um veterinário local retirou uma amostra de sangue e aplicou vermífugos.
"Foi uma emoção muito maior do que na caça tradicional porque o animal se levantou e continuou vivo", disse Wagner.

A idéia de um fundo para conservação da vida animal usando a caça para levantar dinheiro foi de Wayne Bisbee, que criou o fundo em 2012 como uma ONG de seu negócio de pesca esportiva.
"Funcionou muito bem, e agora estamos recebendo um monte de ligações de pessoas perguntando quando faremos o próximo", diz Bisbee, que espera que a prática se espalhe por todo o estado.

Uma vez que esse tipo de caça não mata o animal,  poderia servir como alternativa à caça do troféu tradicional que está, cada vez mais, sob o fogo dos críticos, reconheceu Bisbee . Também pode atrair não-caçadores para se envolverem na conservação das espécies, diz Bisbee, porque "as pessoas gostam de experimentar coisas novas."

Mas nem todos concordam que é uma boa idéia. 
Kati Loeffler, um veterinário de Massachusetts e consultor do Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal, diz que o plano de Bisbee para a caça de “captura-libertação” não é válida para a conservação pois continuam com a mentalidade de que animais silvestres está aqui apenas para entretenimento humano.

Caçadores verdes argumentam que eles também podem ajudar os cientistas, dopando com dardo animais que assim podem ser estudados ou tratados. O bongo selecionado para a caça Texas necessitaria de  exames médicos de rotina, por exemplo, assim teria sido sedado qualquer maneira. Bisbee diz que sua equipe trabalhou em estreita colaboração com o veterinário local, que é especialista em animais exóticos, para minimizar os riscos.

Mas o uso de anestesia em dardos pode levar a lesões ou até mesmo a morte em animais, diz Loeffler, especialmente em contextos sem acesso fácil ao equipamento de emergência como tanques de oxigênio.

Além do mais, ela argumenta que a introdução do público pagante para o processo de administração de cuidados veterinários poderia acrescentar riscos desnecessários e possivelmente violar os protocolos da indústria veterinária, estressando animais para faturar às suas custas.

"Caças verdes" ou "safáris" foram populares na África do Sul e Namíbia, mas cairam em desuso por volta de 2011, diz Cathy Dean, diretor de uma ONG inglesa de preservação de rinocerontes. As autoridades estavam preocupados pois os rinocerontes atingidos pelos dardos poderiam ferir-se pela queda de penhascos ou afogar-se em lagoas ", ou simplesmente morrer por superaquecimento em um dia quente." Alguns veterinários também foram pegos vendendo tranqüilizantes destinados às caçadas no mercado negro. "É preciso haver uma razão melhor para lançar um dardo em um rinoceronte do que um rico turista querendo emoção", diz Dean.

Fonte: nationalgeographic

3 comentários:

  1. O que mais se espera destes tipos loucos, insensatos, arrogantes? Qual o prazer de caçar? Eu não sinto prazer no sofrimento de qualquer ser vivo. Realmente não compreendo. Ninguém pensa no estresse dos animais? Estou deslocada neste planeta, não nasci para este tipo de coisas que muitos acham normal.
    Iraí

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  2. Não importa a desculpa que usam, porque mesmo não matando, considero maltrato do mesmo jeito.
    “Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta”. - Albert Einstein
    “É claro que existe uma força maior que rege o mundo, chama-se estupidez humana”! - Kleber Lima
    “A estupidez humana é tão grande, que vive em função de um modelo, onde trocam-se bens naturais, tecnológicos e culturais por uma pequena montanha de papel usado e fedorento, denominada dinheiro”. - Leandro Pantera

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  3. Também acho que é maltrato, mesmo porque há cuidados criteriosos para a aplicação dos tranquilizantes, o animal também pode morrer, ter parada cardíaca ou ter parada respiratória, expor um animal a um estresse desses é crueldade do mesmo jeito. Vá buscar a emoção em um consultório psiquiátrico porque esses caçadores são todos psicopatas

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